Mensagem de boas vindas


quarta-feira, 24 de junho de 2015

SEMPRE ADIANTE

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SEMPRE ADIANTE
Porque de quem alguém é vencido, do tal faz-se também escravo.
II PEDRO (2: 19).

O Espírito encarnado, a fim de alcançar os altos objetivos da vida, precisa reconhecer sua condição de aprendiz, extraindo o proveito de cada experiência, sem escravizar-se.
O dinheiro ou a necessidade material, a doença e a saúde do corpo são condições educativas de imenso valor para os que saibam aproveitar o ensejo de elevação em sua essência legitima.
Infelizmente, porém, de maneira geral, a criatura apenas reconhece semelhantes verdades quando se abeira da transformação pela morte do corpo terrestre.
Raras pessoas transitam de uma situação para outra com a dignidade devida. Comumente, se um rico é transferido a lugar de escassez, dá-se a tão extremas lamentações que acaba vencido, como servo miserável da mendicância; se o pobre é conduzido a elevada posição financeira, não raro se transforma em ordenador insensato, escravizando-se à extravagância e à tirania.
É imprescindível muito cuidado para que as posições transitórias não paralisem os voos da alma.
Guarda a retidão de consciência e atira-te ao trabalho edificante; então, a teus olhos, toda situação representará oportunidade de atingir o “mais alto” e o “mais além”.
MINHA REFLEXÃO
De fato, quantas vezes ao nos deparar com o infortúnio ou boa sorte, demos tal valor a situação que esquecemos que foi nos dado apenas uma ponte de elevação.
O equilíbrio deve existir para todas as horas, afinal ainda estamos num mundo de provas e expiações. Os escândalos (o mal moral – motivos de queda), doenças, catástrofes, sucessos e insucessos são normais em nossas vidas. Devemos relevar e lembrar do Sermão do Monte proferido pelo maior Mestre que passou pela Terra (MATEUS, 5: 3 – 11).
Não podemos deixar que as vertigens espirituais que os escândalos,[1] fracassos ou boa sorte, reversões sociais, perda de entes queridos (seja por qual via) nos promovem na alma se transformem num motivo de escravização moral. Nem o revide, nem a depressão, nem a vaidade, nem a baixa autoestima...
Somos filhos de nós mesmos, pais de nossa sorte moral. Sejamos realistas e crentes na importância da vida futura[2] que enseja a felicidade e reunião com o Pai que está nos Céus. Construamos em torno de nós o Reino de Deus.
Vale registrar um pensamento de Emmanuel que corrobora essa mensagem dele:
Pausar para refletir ou refazer. Nunca estacionar para censurar ou lamentar.[3]
Que Deus nos ajude!
Domício.

[1] Se algum escandalizar a um destes pequenos que creem em mim, melhor fora que lhe atassem ao pescoço uma dessas mós que um asno faz girar e que o lançassem no fundo do mar. Ai do mundo por causa dos escândalos; pois é necessário que venham escândalos; mas, ai do homem por quem o escândalo venha. Tende muito cuidado em não desprezar um destes pequenos. Declaro-vos que seus anjos no céu veem incessantemente a face de meu Pai que está nos céus, porquanto o Filho do Homem veio salvar o que estava perdido. Se a vossa mão ou o vosso pé vos é objeto de escândalo, cortai-os e lançai-os longe de vós; melhor será para vós que entreis na vida tendo um só pé ou uma só mão, do que terdes dois e serdes lançados no fogo eterno. – Se o vosso olho vos é objeto de escândalo, arrancai-o e lançai-o longe de vós; melhor para vós será que entreis na vida tendo um só olho, do que terdes dois e serdes precipitados no fogo do inferno. (MATEUS, 18: 6 – 11; 5: 29 – 30).
[2] O Evangelho Seg. o Espiritismo, cap. II – Meu Reino não é deste mundo..
[3] Do Livro Palavras de Luz (FEB) – Dia 24 de junho. Psicografia de Chico Xavier.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

HOMENS E ANJOS

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HOMENS E ANJOS
Enquanto os anjos, sendo maiores em força e poder, não pronunciam contra eles juízo blasfemo diante do Senhor.
                                                           II Pedro (2: 11).

É lastimável observar o grande número de pessoas que estão sempre dispostas a proferir sentenças blasfematórias, umas para com as outras. A leviandade domina-lhes as conversações, a mesquinhez corrompe-lhes as atividades nos mais diversos setores da vida.
Exceção feita aos sinceros cultivadores da luz religiosa, quase todos os homens se conservam à porta de situações ásperas em que o esforço difamatório lhes envenena a vida. Alimentam antipatias injustas para com os irmãos de atividade profissional, pelo próximo que lhes não aceita as ideias, pelos companheiros que se não afinam com os seus princípios. E como a lei é de compensação e troca, receberão dos colegas e dos vizinhos as mesmas vibrações destruidoras.
Guerras silenciosas, nesse sentido, têm, por vezes, secular duração.
Entretanto, o homem jactancioso está sempre rodeado pela ação benéfica de Espíritos iluminados e generosos, que, quanto mais revestidos de poder divino, mais se compadecem das fragilidades humanas, estendendo-lhes mãos acolhedoras para o caminho e jamais pronunciando juízos condenatórios diante do Senhor.
Toda vez que fores compelido a analisar os esforços alheios, recorda a palavra de Pedro. Não te esqueças de que as entidades angélicas, mananciais vivos e sublimes de força e poder, nunca enunciam sentenças acusatórias contra ti, diante de Deus.
MINHA REFLEXÃO
Vivemos num mundo em que o debate pelo convencimento das ideias nos leva a diminuir, desvalorizar os esforços dos outros e, em última análise, na defesa, difamar e ofender os semelhantes.
Nestas horas, como diz Emmanuel, inspirado em Pedro, esquecemos que somos tão frágeis e pequenos diante da Sabedoria de Deus nos maculando com pensamentos os mais inferiores possíveis.
Ser humano...
Nosso Mestre nos ensina que devemos ser puros de coração.[1] Então, para se defender, não devemos ofender, ao invés disso, lembremos que quem nos defende diante de Deus e dos homens são nossos próprios atos, isto é:
O bem que praticares, em algum lugar, é teu advogado em toda parte. Emmanuel[2]
Que Deus nos ajude em nossa vigilância e lembremos sempre disso. Somos diuturnamente observados por Ele, nossos mentores, Espíritos Familiares e, é claro, pelos nossos desafetos espirituais que nos cobram por saberem de nossas incúrias espirituais ao longo de nossas vidas espirituais pregressas e particularmente desta atual.
Domício.


[1] Bem-aventurados os que têm puro o coração (Mateus, 5: 8). Vide desdobramento espirita em O Evangelho Seg. o Espiritismo, cap. VIII.
[2] In: Palavras de Emmanuel, cap. 18. Fé – Esperança – Caridade. Vide também em Palavras de Luz (outra publicação da FEB que reúne o pensamento de Emmanuel extraído de várias outras publicações desse grandioso Espírito através de Chico Xavier)

TRISTEZA

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TRISTEZA
Porque a tristeza, segundo Deus, opera arrependimento para a salvação, o qual não traz pesar; mas a tristeza do mundo gera a morte.
Paulo (II Coríntios, 7: 10).
Conforme observamos na advertência de Paulo, há “uma tristeza segundo Deus” e outra “segundo a Terra”. A primeira soluciona problemas atinentes à vida verdadeira, a segunda é caminho para a morte, como símbolo de estagnação, no desvio dos sentimentos.
Muita gente considera virtudes a lamentação incessante e o tédio continuado. Encontramos os tristes pela ausência de dinheiro adequado aos excessos; vemos os torturados que se lastimam pela impossibilidade de praticar o mal; ouvimos os viciados na queixa doentia, incapazes do prazer de servir sem aguilhões. Essa é a tristeza do mundo que prende o Espírito à teia de reencarnações corretivas e perigosas.
Raros homens se tocam da “tristeza segundo Deus”. Muito poucos contemplam a si próprios, considerando a extensão das falhas que lhes dizem respeito, em marcha para a restauração da vida, no presente e no porvir. Quem avança por esse caminho redentor, se chora jamais atinge o plano do soluço enfermiço e da inutilidade, porque sabe reajustar-se, valendo-se do tempo, a golpes benditos de esforço para as novas edificações do destino.
MINHA REFLEXÃO
A tristeza é fruto de uma insatisfação, de uma decepção, de uma separação de um ente querido, etc. Pode ser fruto de uma baixa auto-estima construída pelos insucessos ou pela sugestão exterior de uma imagem negativa de si.
Segundo Paulo, compreendido por Emmanuel, podemos distinguir duas tristezas comuns na Terra: uma “segundo Deus” e outra “segundo a Terra”.
O Cristo nos advertiu que bem-aventurados seríamos nós se sofrêssemos bem, isto é, com resignação, compreendendo que o motivo do sofrimento teria causa em nós mesmos (por ações dessa ou de vidas passadas) e que deveríamos superar porque o que importava era a vida espiritual, a vida futura[1].
Somos frutos de nós mesmos, nunca vítima de ninguém. A tristeza segundo a Terra é aquela do egoísta que não se conforma com a rejeição, com a incompreensão alheia, com a injustiça dos outros, com a ingratidão, com a insatisfação por não conseguir um prazer ou por perder um bem material.
A tristeza, segundo Deus, produz também lágrimas, mas são benditas em si mesmas por lavar a alma das máculas espirituais adquiridas no passado.
Sejamos tristes quando a tristeza chegar, pois é inexorável que nos entristeçamos, pois estamos num mundo de provas e expiações (a felicidade não é deste mundo[2]), mas sejamos compreensíveis e não nos revoltemos, pois o Cristo que não tinha nada a provar ou expiar, passou por tudo que passou e foi vitorioso na comunhão com o Pai.
Que Deus nos ajude.
Domício.


[1] Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados (Mateus, 5:4). Vide interpretação espírita em O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. V (um dos maiores capítulos dessa obra de Allan Kardec).
[2] Vide dissertação de François-Nicolas-Madeleine, cardeal Morlot sobre essa afirmação em O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. V (Bem-aventurados os aflitos), Item 20.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

ORIGEM DAS TENTAÇÕES

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ORIGEM DAS TENTAÇÕES
Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência.
TIAGO (1: 14)
Geralmente, ao surgirem grandes males, os participantes da queda imputam a Deus a causa que lhes determinou o desastre. Lembram-se, tardiamente de que o Pai é Todo-Poderoso e alegam que a tentação somente poderia ter vindo do Divino Desígnio.
Sim, Deus é o Absoluto Amor e tanto é assim que os decaídos se conservam de pé, contando com os eternos valores do tempo, amparados por suas mãos compassivas As tentações, todavia, não procedem da Paternidade Celestial.
Seria, porventura, o estadista humano responsável pelos atos desrespeitosos de quantos inquinam a lei por ele criada?
As referências do Apóstolo estão profundamente tocadas pela luz do céu.
“Cada um é tentado, quando atraído pela própria concupiscência”.
Examinemos particularmente ambos os substantivos “tentação” e “concupiscência”. O primeiro exterioriza o segundo, que constitui o fundo viciado e perverso da natureza humana primitivista. Ser tentado é ouvir a malícia própria, é abrigar os inferiores alvitres de si mesmo, porqüanto, ainda que o mal venha do exterior, somente se concretiza e persevera se com ele afinamos, na intimidade do coração.
Finalmente, destaquemos o verbo “atrair”. Verificaremos a extensão de nossa inferioridade pela natureza das coisas e situações que nos atraem.
A observação de Tiago é roteiro certo para analisarmos a origem das tentações.
Recorda-te de que cada dia tem situações magnéticas específicas. Considera a essência de tudo o que te atraiu no curso das horas e eliminarás os males próprios, atendendo ao bem que Jesus deseja.
MINHA REFLEXÃO
Não cair em tentação, eis o cuidado que o Mestre Jesus teve ao nos sugerir a oração do Pai Nosso. Sabia e compreendia nossas imperfeições, e desceu por isso. Então as tentações são frutos de nossas próprias imperfeições e o Cristo nos ensinou a pedir a Deus que nos livrasse delas e não que não nos as desse, caracterizando que elas não são provenientes do Pai[1].
O desejo pelos desejos carnais e materiais (concupiscência) é nosso forte da humanidade planetária da Terra. Quando se diz que a carne é fraca (ou que o Espírito na carne é fraco – Espíritos de nosso nível evolutivo!) – devemos entender que ainda somos muito concupiscentes. Falam mais alto nossas tendências inferiores e nos comprazemos nela. O arrependimento futuro é certo!
Isso nos faz lembrar a bem-aventurança: Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus. (Mateus, 5: 8). A concupiscência se refere também às atrações dos pensamentos inferiores que nos levam a malícia, pensamentos equivocados em relação a outrem (muitas vezes provenientes do plano inferior, que sintonizamos e consideramos como verdade[2]). Enquanto nos comprazemos em pensar mal de alguém esquecemos de Deus, nos afastamos dele, de sua Lei.
Que nos livremos da nossa concupiscência, com a ajuda do nosso Pai e seus Filhos, Irmãos nossos.
Domício



[1] Vide ampliação dessa parte da oração em O Evangelho Seg. o Espiritismo, cap. XXVIII, Item 3, parte VI (Não nos deixes entregues à tentação, mas livra-nos do mal.), que mostra mostram a nossa relação com os maus pensamentos.
[2] Vide em O Livro do Espíritos, questões de 459 a 472 que tratam da “Influência oculta dos Espíritos em nossos pensamentos e atos”.