Mensagem de boas vindas


sábado, 8 de outubro de 2011

ESFORÇO E ORAÇÃO

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ESFORÇO E ORAÇÃO

“E, despedida a multidão, subiu ao monte a fim de orar, à parte. E, chegada já a tarde, estava ali só.”
(MATEUS, 14: 23.)

De vez em quando, surgem grupos religiosos que preconizam o absoluto retiro das lutas humanas para os serviços da oração.
Nesse particular, entretanto, o Mestre é sempre a fonte dos ensinamentos vivos. O trabalho e a prece são duas características de sua atividade divina.
Jesus nunca se encerrou a distância das criaturas, com o fim de permanecer em contemplação absoluta dos quadros divinos que lhe iluminavam o coração, mas também cultivou a prece em sua altura celestial.
Despedida a multidão, terminado o esforço diário, estabelecia a pausa necessária para meditar, à parte, comungando com o Pai, na oração solitária e sublime.
Se alguém permanece na Terra, é com o objetivo de alcançar um ponto mais alto, nas expressões evolutivas, pelo trabalho que foi convocado a fazer. E, pela oração, o homem recebe de Deus o auxílio indispensável à santificação da tarefa.
Esforço e prece completam-se no todo da atividade espiritual.
A criatura que apenas trabalhasse, sem método e sem descanso, acabaria desesperada, em horrível secura do coração; aquela que apenas se mantivesse genuflexa, estaria ameaçada de sucumbir pela paralisia e ociosidade.
A oração ilumina o trabalho, e a ação é como um livro de luz na vida espiritualizada.
Cuida de teus deveres porque para isso permaneces no mundo, mas nunca te esqueças desse monte, localizado em teus sentimentos mais nobres, a fim de orares “à parte”, recordando o Senhor.

MINHA REFLEXÃO
Emmanuel é bem claro sobre como Jesus era comprometido com as duas atitudes que devem fazer parte de um homem de bem: trabalhar e orar. Ambas se complementam, devem estar integrada, pois integram o homem com Deus. Ainda hoje vivem algums religiosos na clausura. Deus sabe o que passa no coração deles. Contudo, devemos seguir o exemplo de Jesus Cristo que aliou muito bem essas duas virtudes: de ser um trabalhador incansável e se manter sempre ligado ao Pai pela oração.
Os Espíritos Superiores foram questionados sobre isso por Allan Kardec na questão 657 de O Livro dos Espíritos: Têm, perante Deus, algum mérito os que se consagram à vida contemplativa, uma vez que nenhum mal fazem e só em Deus pensam?
Os Iluminados da Divina Codificação responderam-lhe:
“Não, porquanto, se é certo que não fazem o mal, também o é que não fazem o bem e são inúteis. Demais, não fazer o bem já é um mal. Deus quer que o homem pense Nele, mas não quer que só Nele pense, pois que lhe impôs deveres a cumprir na Terra. Quem passa todo o tempo na meditação e na contemplação nada faz de meritório aos olhos de Deus, porque vive uma vida toda pessoal e inútil à Humanidade e Deus lhe pedirá contas do bem que não houver feito.”
Desse modo, devemos, além de não fazer o mal, fazer o bem através do trabalho, de modo interligado com Deus a partir das atitudes cristãs. E num momento particular ou em grupo vamos nos fortalecer através da prece.
Que Deus nos ajude a sempre pensar assim.
Domício M. Maciel

sábado, 1 de outubro de 2011

BASES

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BASES

“Disse-lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés. Respondeu-lhe Jesus: Se eu não te lavar, não tens parte comigo.”
(JOÃO, 13: 8.)

É natural vejamos, antes de tudo, na resolução do Mestre, ao lavar os pés dos discípulos, uma demonstração sublime de humildade santificante.
Primeiramente, é justo examinarmos a interpretação intelectual, adiantando, porém, a análise mais profunda de seus atos divinos. É que, pela mensagem permanente do Evangelho, o Cristo continua lavando os pés de todos os seguidores sinceros de sua doutrina de amor e perdão.
O homem costuma viver desinteressado de todas as suas obrigações superiores, muitas vezes aplaudindo o crime e a inconsciência. Todavia, ao contacto de Jesus e de seus ensinamentos sublimes, sente que pisará sobre novas bases, enquanto que suas apreciações fundamentais da existência são muito diversas.
Alguém proporciona leveza aos seus pés espirituais para que marche de modo diferente nas sendas evolutivas.
Tudo se renova e a criatura compreende que não fora essa intervenção maravilhosa e não poderia participar do banquete da vida real.
Então, como o apóstolo de Cafarnaum, experimenta novas responsabilidades no caminho e, desejando corresponder à expectativa divina, roga a Jesus lhe lave, não somente os pés, mas também as mãos e a cabeça.

MINHA REFLEXÃO
Jesus reúne o fundamento e o destino do homem de bem. A caminhada na Terra é oportunidade de experiência concedida a cada um, para o conhecimento de si mesmo e a realização como semelhante ao Cristo.
O cultivo de interesses, preponderantemente contentadores da matéria, têm retardado a realização desse projeto de perfectibilidade. Quantas decisões são baseadas em postulados que estimulam a competitividade, o oportunismo e a ganância; resultando em ansiedade, medo, solidão e na falta de liberdade já que esta só será possível quando todos se vincularem pelo amor, respeito e aceitação.
Tem-se optado pelo caminho mais fácil. A vida pautada em propósitos imediatistas que não colocam o homem em reflexão. Mas tal fuga tem data de validade a vencer e a reforma íntima se apresenta como instrumento para a descoberta (ou reconquista) de identidade o que promove a auto-realização. O homem descobrirá que não é pior nem tem que ser melhor que o outro. É um ser único, portanto diferente.
E o próximo passo desse despertamento é, admitindo-se imperfeito, gestar o homem novo. Mas o que fazer com o “homem velho” que ainda existe? O Espírito Ermance Dufaux no livro Reforma íntima sem martírio recomenda que o submeta a um processo de educação. Adverte, ainda, que é o orgulho que estimula a negação do passado e que se reconciliar com o mesmo é “dar nova forma“ à existência futura.
A reforma íntima não deve ser entendida como um tormento, um suplício. É a construção de uma vida feliz baseada em novos valores, novos referenciais.
A ética da transformação não sugere uma relação conflituosa, nesse processo, com o “homem velho“, mas só haverá auto-aprimoramento se conhecermos esse ser que desejamos reeducar e questionarmos os seus fundamentos.
Em seu amor inteiro, o Divino Pai nos oferece o exemplo da vida modelar de seu santo filho, para que logremos a plenitude. Não estamos em desamparo, a não ser de nós mesmos, quando direcionamos o pensar e o comportamento pelo egoísmo.
Jesus materializa o saber, a direção e a vida verdadeira substanciada no amor a Deus e ao próximo. E como Trabalhador Divino incansável, Ele permanece na “esperança de limpar a Terra que lhe foi confiada às salvadoras diretrizes“ (Emmanuel, Pão Nosso).
Limpemo-nos, evangelizando-nos no Cristo para que possamos estar com Ele.
Luz e Paz!
Lourença

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

TRABALHO

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TRABALHO
“E Jesus lhes respondeu: Meu Pai obra até agora, e eu trabalho também.”(João, 5:7.)

Em todos os recantos, observamos criaturas queixosas e insatisfeitas.
Quase todas pedem socorro. Raras amam o esforço que lhes foi conferido.
A maioria revolta-se contra o gênero de seu trabalho.
Os que varrem as ruas querem ser comerciantes; OS trabalhadores do campo prefeririam a existência na cidade.
O problema, contudo, não é de gênero de tarefa, mas o de compreensão da oportunidade recebida.
De modo geral, as queixas, nesse sentido, são filhas da preguiça inconsciente. É o desejo ingênito de conservar o que é inútil e ruinoso, das quedas no pretérito obscuro.
Mas Jesus veio arrancar-nos da “morte no erro”.
Trouxe-nos a bênção do trabalho, que é o movimento incessante da vida.
Para que saibamos honrar nosso esforço, referiu-se ao Pai que não cessa de servir em sua obra eterna de amor e sabedoria e à sua tarefa própria, cheia de imperecível dedicação à Humanidade.
Quando te sentires cansado, lembra-te de que Jesus está trabalhando.
Começamos ontem nosso humilde labor e o Mestre se esforça por nós, desde quando?

MINHA REFLEXÃO
“Servir além do próprio dever não é bajular e sim entesourar apoio e experiência, simpatia e cooperação.”
André Luiz (Sinal Verde – Chico Xavier.)

Quando vinha para casa, cochilei no transporte coletivo que me conduziu até ela. Chegando, a primeira manifestação que dei foi: “morto, literalmente morto”; é como costumo dizer para o pessoal deixar eu terminar de chegar antes das demandas diversas serem proferidas (risos). E realmente estava cansado. Deitei no sofá e imaginava levantar só mais tarde quando me lembrei que tinha que fazer “esse trabalho”. Então, o dever em primeiro lugar. Nem sempre pensamos assim. Reanimei-me e, então, estou aqui...
Emmanuel, inspirado em Jesus nos lembra que qualquer trabalho, independente de gostarmos ou não, é uma oportunidade sem par. Diz-se que o “trabalho dignifica o homem”. Realmente, o trabalho nos dá todas as oportunidades que a vida oferece: subsistência, relacionamento social, desenvolvimento intelectual, prazer quando nasce de uma tendência natural e, sobretudo, desenvolvimento moral.
No trabalho pode-se ensinar e aprender; desenvolver a humildade, tanto na subserviência como na liderança; contribuir com o desenvolvimento da sociedade.
Segundo os Espíritos Superiores, em O Livro dos Espíritos, em resposta à Allan Kardec (Parte Terceira, Cap. III, Questão 674)”, “o trabalho é lei da Natureza, por isso mesmo que constitui uma necessidade, e a civilização obriga o homem a trabalhar mais, porque lhe aumenta as necessidades e os gozos.” A medida que o homem se desenvolve intelectualmente o exercício da inteligência o faz buscar cada vez mais conforto e qualidade de vida. O esforço braçal é substituído pelo esforço intelectual e isso lhe dá prazer em trabalhar.
Nada é dado ao homem de graça. Suas aquisições morais, intelectuais e qualquer outra realização pessoal são méritos de seu trabalho. Se hoje temos o conforto e progresso tudo se deve ao trabalho despendido por homens de fé, necessitados, em algum momento, de resolver um problema que afetava não só a si, mas também a coletividade. Buscai e achareis, nos ensinou Jesus Cristo, lembrando que um Pai não dá pedra ao filho quando este lhe pede pão (Mateus, 7:7 a 11). Mas o pão, simbolicamente e materialmente falando, é a aquisição meritosa de um trabalho. A necessidade leva o homem ao progresso. Se não nos fosse dado o trabalho como condição evolutiva ainda estávamos na barbárie. Somos assim, filhos de nossas obras (A. KARDEC, O Evangelho Segundo o Espiritismo, “Buscai e Achareis”). Moralmente, essa exortação do Cristo significa o apoio espiritual que temos quando nos lançamos a uma obra.
Inspiremo-nos, então, em Jesus que trabalha incessantemente a exemplo do Pai. Valorizemos o trabalho remunerado e o não remunerado. Cada um traz benefícios evolutivos para nós. E no remunerado, nunca nos estressemos quando tivermos que fazer mais que, simbolicamente, o salário pode pagar, pois com certeza teremos algum salário: seja a experiência/aprendizagem que se adquire ou um credito futuro.
O bom trabalhador nunca fica parado, pois sempre tem serviço para ele.
Que Deus nos ajude.
Domício M. Maciel.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

EXAMINA-TE

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EXAMINA-TE

“Nada faças por contenda ou por vanglória, mas por humildade.”
Paulo. (FILIPENSES, 2:3.)

O serviço de Jesus é infinito. Na sua órbita, há lugar para todas as criaturas e para todas as idéias sadias em sua expressão substancial.
Se, na ordem divina, cada árvore produz segundo a sua espécie, no trabalho cristão, cada discípulo contribuirá conforme sua posição evolutiva.
A experiência humana não é uma estação de prazer. O homem permanece em função de aprendizado e, nessa tarefa, é razoável que saiba valorizar a oportunidade de aprender, facilitando o mesmo ensejo aos semelhantes.
O apóstolo Paulo compreendeu essa verdade, afirmando que nada deveremos fazer por espírito de contenda e vanglória, mas, sim, por ato de humildade.
Quando praticares alguma ação que ultrapasse o quadro das obrigações diárias, examina os móveis que a determinaram. Se resultou do desejo injusto de supremacia, se obedeceu somente à disputa desnecessária, cuida de teu coração para que o caminho te seja menos ingrato. Mas se atendeste ao dever, ainda que hajas sido interpretado como rigorista e exigente, incompreensivo e infiel, recebe as observações indébitas e passa adiante.
Continua trabalhando em teu ministério, recordando que, por servir aos outros, com humildade, sem contendas e vanglórias, Jesus foi tido por imprudente e rebelde, traidor da lei e inimigo do povo, recebendo com a cruz a coroa gloriosa.

MINHA REFLEXÃO
O que nos move nas fileiras do trabalho cristão? Os verdadeiros estímulos de nossas ações, nesse quadro de servir, só descobriremos na observância minuciosa de nós mesmos, ensina Emmanuel.
Não temos, ainda, o hábito de nos examinar. Esse exercício nos torna cientes de nós e da qualidade do que realizamos. Quantas vezes assumimos tarefas pouco compatíveis com as capacidades que já desenvolvemos. É comum o nosso enredo por muitas atividades ao mesmo tempo. Tornamo-nos pragmáticos. E deixamos de dedicar o necessário momento à reflexão sobre o  zelo ou precariedade de nosso desempenho.  Agindo desse modo, não damos a valorização devida às oportunidades infinitas da Seara do Cristo.
Emmanuel nos lembra que há trabalho para todos e que cada um atuará conforme sua compreensão.  A partir desse esclarecimento, nos damos conta de que o convite parte do serviço. O servidor deve acolher; inserir-se. Mas não é bem isso que temos feito. O trabalho nos solicita e nos ausentamos do sim;  e de uma reflexão acerca de nós e dele. As causas do abandono do campo sagrado do Cristo são aureoladas pelo orgulho que, por hora, nos é peculiar.
Jesus, mesmo ciente de sua maturidade intelectual e moral, realizava a grandiosa obra do Pai e não criava empecilhos ao trabalho dos irmãos pescadores, prostitutas, cobradores de impostos. Jesus agia movido pelo amor, não se perdendo em disputas infrutíferas ou desejo de projeção pessoal.
Jesus combatia consigo. Paulo combatia consigo.
Quanto precisa ascender a nossa civilização. Os exemplos de Jesus e Paulo devem triunfar entre nós. Caminhemos como irmãos. Quebremos a nossa espada e sirvamos com humildade para que se consagre a Terra como “ sublime degrau do céu “ e a nossa “ Divina Renovação “.
Luz e Paz!
Lourença