Mensagem de boas vindas


quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

EDIFICAÇÕES

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EDIFICAÇÕES
Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte.
Jesus. (MATEUS, 5, 14.)
O Evangelho está repleto de amorosos convites para que os homens se edifiquem no exemplo do Senhor.
Nem sempre os seguidores do Cristo compreendem esse grande imperativo da iluminação própria, em favor da harmonia na obra a realizar. Esmagadora percentagem de aprendizes, antes de tudo, permanece atenta à edificação dos outros, menosprezando o ensejo de alcançar os bens supremos para si.
Naturalmente, é muito difícil encontrar a oportunidade entre gratificações da existência humana, porqüanto o recurso bendito de iluminação se esconde, muitas vezes, nos obstáculos, perplexidades e sombras do caminho.
O Mestre foi muito claro em sua exposição. Para que os discípulos sejam a luz do mundo, simbolizarão cidades edificadas sobre a montanha, onde nunca se ocultem. A fim de que o operário de Jesus funcione como expressão de claridade na vida, é indispensável que se eleve ao monte da exemplificação, apesar das dificuldades da subida angustiosa, apresentando-se a todos na categoria de construção cristã. Tal cometimento é imperecível.
O vaivém das paixões não derruba a edificação dessa natureza, as pedradas deixam-na intacta e, se alguém a dilacera, seus fragmentos constituem a continuidade da luz, em sublime rastilho, por toda parte, porque foi assim que os primeiros mártires do Cristianismo semearam a fé.

MINHA REFLEXÃO
Somos todos convidados a testemunhar a nossa fé nos caminhos da vida, nos reencontros humanos. Somos conhecedores do Evangelho do Cristo. Ele conta conosco para a divulgação e exemplificação das virtudes divinas apregoadas por ele no Sermão do Monte.
Não é fácil ser cristão. Nosso senso de autodefesa nos impele a reparar nas atitudes dos outros aquilo que fazemos cotidianamente. Deixamos de nos julgar, julgando os outros, adiando nossa edificação[1].
Que sejamos mais disciplinados e consigamos erguer em nós uma casa solidamente edificada em um monte, como Nosso Mestre nos ensinou.
Que Deus nos ajude.
Domício



[1] Como é que vedes um argueiro no olho do vosso irmão, quando não vedes uma trave no vosso olho? - Ou, como é que dizeis ao vosso irmão: Deixa-me tirar um argueiro ao teu olho, vós que tendes no vosso uma trave? - Hipócritas, tirai primeiro a trave ao vosso olho e depois, então, vede como podereis tirar o argueiro do olho do vosso irmão. (S. MATEUS, cap. VII, vv. 3 a 5.)


quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

NA CASA DE CÉSAR

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NA CASA DE CÉSAR
Todos os santos vos saúdam, mas principalmente os que são da casa de César.
Paulo. (FILIPENSES: 4, 22.)
Muito comum ouvirmos observações descabidas de determinados irmãos na crença, relativamente aos companheiros chamados a tarefas mais difíceis, entre as possibilidades do dinheiro ou do poder.
A piedade falsa está sempre disposta a criticar o amigo que, aceitando laborioso encargo público, vai encontrar nele muito mais aborrecimentos que notas de harmonia. A análise desvirtuada tudo repara maliciosamente. Se o irmão é compelido a participar de grandes representações sociais, costuma-se estigmatizá-lo como traidor do Cristo.
É necessário despender muita vigilância nesses julgamentos.
Nos tempos apostólicos, os cristãos de vida pura eram chamados “santos”. Paulo de Tarso, humilhado e perseguido em Roma, teve ocasião de conhecer numerosas almas nessas condições, e o que é mais de admirar — conviveu com diversos discípulos de semelhante posição, relacionados com a habitação palaciana de César. Deles recebeu atenções e favores, assistência e carinho.
Escrevendo aos filipenses, faz menção especial desses amigos do Cristo.
Não julgues, pois, a teu irmão pela sua fortuna aparente ou pelos seus privilégios políticos. Antes de tudo, lembra-te de que havia santos na casa de Nero e nunca olvides tão grandiosa lição.

MINHA REFLEXÃO
A virtude da humildade não se encontra exclusivamente no pobre de recursos materiais. Podemos encontrar naquele que tem posses materiais. Emmanuel nos adverte para que não olhemos o prestigiado político com os olhos de prevenção, como se ele não merecesse nosso respeito moral. As boas pessoas também são chamadas aos cargos políticos e amealheiam fortunas pelo trabalho digno, e não são esbanjadores, mas bom usufrutuários de sua fortuna.
Atentemos para que nós, por nossa vez, não caiamos na ilusão da oportunidade, da prova da riqueza, pois ela nos pode chegar exatamente para avaliarmos como estamos diante desta tentação, pois o Cristo nos asseverou: “Tende o cuidado de preservar-vos de toda a avareza, seja qual for a abundância em que o homem se encontre, sua vida não depende dos bens que ele possua.” (Lucas, 12:15).
Que Deus nos ajude.

Domício.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

MÃOS LIMPAS

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MÃOS LIMPAS
E Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias.     ATOS, 19, 11
O Evangelho não nos diz que Paulo de Tarso fazia maravilhas, mas que Deus operava maravilhas extraordinárias por intermédio das mãos dele.
O Pai fará sempre o mesmo, utilizando todos os filhos que lhe apresentarem mãos limpas.
Muitos espíritos, mais convencionalistas que propriamente religiosos, encontraram nessa notícia dos Atos uma informação sobre determinados privilégios que teriam sido concedidos ao Apóstolo.
Antes de tudo, porém, é preciso saber que semelhante concessão não é exclusiva. A maioria dos crentes prefere fixar o Paulo santificado sem apreciar o trabalhador militante.
Quanto custou ao Apóstolo a limpeza das mãos?
Raros indagam relativamente a isso.
Recordemos que o amigo da gentilidade fora rabino famoso em Jerusalém, movimentara-se entre elevados encargos públicos, detivera dominadoras situações; no entanto, para que o Todo-Poderoso lhe utilizasse as mãos, sofreu todas as humilhações e dispôs-se a todos os sacrifícios pelo bem dos semelhantes. Ensinou o Evangelho sob zombarias e açoites, aflições e pedradas. Apesar de escrever luminosas epístolas, jamais abandonou o tear humilde até à velhice do corpo.
Considera as particularidades do assunto e observa que Deus é sempre o mesmo Pai, que a misericórdia divina não se modificou, mas pede mãos limpas para os serviços edificantes, junto à Humanidade. Tal exigência é lógica e necessária, pois o trabalho do Altíssimo deve resplandecer sobre os caminhos humanos.

MINHA REFLEXÃO
Este ensinamento nos faz lembrar que até para o trabalho dignificante, só seremos abençoado, o que nos leva a fazer prodígios, se estivermos dignos dele. Nenhum trabalho de alta envergadura é dado a um despreparado.
Quando Deus, o Cristo e os Espíritos Superiores percebem em nós a disposição para o trabalho, servem-se de nós como instrumentos para um trabalho de ordem superior.
Estejamos preparados, pois o trabalho Deles não pode ficar a mercê de nossas limitações não superadas. Então, todo trabalho deve ter um preparo, entendendo que somos apenas um instrumento das maravilhas de Deus.
Aproveitemos essa última hora, pois ainda podemos fazer muito pelos nossos semelhantes, e, em consequência, por nós mesmos. Aos devotados e trabalhadores de mãos limpas (o que significa mortificação do homem velho em nós), Deus confiará as missões mais cruciais, como diz o Espírito de Verdade em O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XX (Os Trabalhadores da Última Hora), Item 5:

Deus procede, neste momento, ao censo dos seus servidores fiéis e já marcou com o dedo aqueles cujo devotamento é apenas aparente, a fim de que não usurpem o salário dos servidores animosos, pois aos que não recuarem diante de suas tarefas é que ele vai confiar os postos mais difíceis na grande obra da regeneração pelo Espiritismo. Cumprir-se-ão estas palavras: "Os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros no reino dos céus." - O Espírito de Verdade. (Paris, 1862.).

Que Deus nos ajude.
Domício.

PS.:

Na Vinha do Senhor,

Não trabalha qualquer filho Seu.

Precisa estar de mãos limpas, sem amargor,

Como Paulo, um trabalhador digno das maravilhas de Deus.

L. Angel  08/01/13

 Remeto o leitor desse blog a outra reflexão dentro desse tema.
http://caminhovvida.blogspot.com.br/2012/01/purificacao-intima.html

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

OPORTUNIDADE

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OPORTUNIDADE
Disse-lhes, pois, Jesus: Ainda não é chegado o meu tempo, mas o vosso tempo está pronto.
João (7: 6).
O mau trabalhador está sempre queixoso. Quando não atribui sua falta aos instrumentos em mão, lamenta a chuva, não tolera o calor, amaldiçoa a geada e o vento.
Esse é um cego de aproveitamento difícil, porquanto somente enxerga o lado arestoso das situações.
O bom trabalhador, no entanto, compreende, antes de tudo, o sentido profundo da oportunidade que recebeu. Valoriza todos os elementos colocados em seus caminhos, como respeita as possibilidades alheias. Não depende das estações. Planta com o mesmo entusiasmo as frutas do frio e do calor. É amigo da Natureza, aproveita-lhe as lições, tem bom ânimo, encontra na aspereza da semeadura e no júbilo da colheita igual contentamento.
Nesse sentido, a lição do Mestre reveste-se de maravilhosa significação. No torvelinho das incompreensões do mundo, não devemos aguardar o reino do Cristo como realização imediata, mas a oportunidade dos homens é permanente para a colaboração perfeita no Evangelho, a fim de edificá-lo.
Os cegos de espírito continuarão queixosos; no entanto, os que acordaram para Jesus sabem que sua época de trabalho redentor está pronta, não passou, nem está por vir. É o dia de hoje, é o ensejo bendito de servir, em nome do Senhor, aqui e agora...

MINHA REFLEXÃO
Hoje... é dia de crescer, de trabalhar, de viver, de amar...
Ainda precisamos aprender a valorizar as oportunidades de evolução, seja num contexto de harmonia ou aflição. Tudo é oportunidade de crescimento, e esse é o nosso objetivo, enquanto Espíritos encarnados.
O Cristo nos ensinou que o trabalhador da última hora merece o salário tanto quanto àquele que começou na primeira (Mateus, 20: 1-16), significando que o que chegou na última hora ainda não tinha tido oportunidade do trabalho.
Percebe-se que o trabalhador mais procurado é aquele que está sempre disposto para o trabalho, sob quaisquer circunstâncias, e trabalha mais pelo ideal do que pelo salário. Isto faz com que o trabalho nunca lhe falte e o salário que não está em primeiro plano, está sempre a aumentar.
Que saibamos trabalhar sem reclamar das adversidades que advém dele. Que pelo exemplo, motivemos os semelhantes, companheiros de trabalho, a seguir a mesma orientação, contribuindo pela elevação da equipe.
No tocante ao trabalho evangélico, que sejamos disciplinados e pacificadores, pois são desse tipo que o plano espiritual conta para a realização de um trabalho que está muito acima de nosso egoísmo, melindre e vaidade.
Todo dia é dia de trabalho e o trabalho, como algo que nos faça úteis[1], é sempre oportunidade de crescer, tanto profissionalmente como espiritualmente.
Que Deus nos ajude.
Domício.

A LEI DO TRABALHO
L. ANGEL     11/07/2010

Quem cumpre seu dever
É digno de novos serviços.
Eis o prêmio de um viver
Pautado no respeito aos compromissos.

Consciente é o bom trabalhador
Que está sempre pronto,
Pois logo surge o labor
Que é honrado ponto a ponto.

Feliz daquele que é empregado
E cumpre seu horário incansável,
Pois está sempre ocupado
Por se mostrar confiável.

A Lei do Trabalho
É uma lei moral
Que todos devem cumprir sem atalho,
Evitando, assim, todo mal.




[1] O Livro do Espíritos, Questão 675: Por trabalho só se devem entender as ocupações materiais? “Não; o Espírito trabalha, assim como o corpo. Toda ocupação útil é trabalho”.