Mensagem de boas vindas


quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

TRANSITORIEDADE

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TRANSITORIEDADE
Eles perecerão, mas tu permanecerás; e todos eles, como roupa, envelhecerão.
Paulo. (HEBREUS, 1: 11).

Fala-nos o Eclesiastes das vaidades e da aflição dos homens, no torvelinho das ambições desvairadas da Terra.
Desde os primeiros tempos da família humana, existem criaturas confundidas nos falsos valores do mundo. Entretanto, bastaria meditar alguns minutos na transitoriedade de tudo o que palpita no campo das formas para compreender-se a soberania do espírito.
Consultai a pompa dos museus e a ruína das civilizações mortas. Com que fim se levantaram tantos monumentos e arcos de triunfo? Tudo funcionou como roupagem do pensamento. A ideia evoluiu, enriqueceu-se o espírito e os envoltórios antigos permanecem a distância.
As mãos calejadas na edificação das colunas brilhantes aprenderam com o trabalho os luminosos segredos da vida. Todavia, quantas amarguras experimentaram os loucos que disputaram, até à morte para possuí-las?
Valei-vos de todas as ocasiões de serviço, como sagradas oportunidades na marcha divina para Deus.
Valiosa é a escassez, porque traz a disciplina. Preciosa é a abundância, porque multiplica as formas do bem. Uma e outra, contudo, perecerão algum dia. Na esfera carnal, a glória e a miséria constituem molduras de temporária apresentação. Ambas passam. Somente Jesus e a Lei Divina perseveram para nós outros, como portas de vida e redenção.

MINHA REFLEXÃO
Tudo passa. Tanto a escassez, como a abundância. Quão iluminado é esse pensamento. Passamos na Terra com um único objetivo: evoluir. Tudo o mais é instrumento para esse fim. Entretanto, a humanidade, da qual fazemos parte, ainda se ilude quanto às aquisições ou mesmo às misérias. Quantas dificuldades plantadas pela posse do ouro ou pela falta dele.
O Cristo nos ensinou a nos desprender do excesso e trabalhar pelo necessário e suficiente. Nem mais, nem menos. Isso, porque o que importa é a vida eterna. A vida carnal é passageira e serve de ponte para a felicidade, se assim a buscarmos.
Que nós tenhamos, no ano que inicia (2014), essa marcante reflexão e possamos ser felizes quanto às nossas metas pessoais, no campo do estudo, da profissão, das relações sociais, e, sobretudo, no campo da Vida Eterna que embasa todo o resto.
Que Deus nos ajude.
Domício.

PARA TESTEMUNHAR

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PARA TESTEMUNHAR
E vos acontecerá isto para testemunho.
Jesus. (LUCAS, 21:13.)
Naturalmente que o Mestre não folgará de ver seus discípulos mergulhados no sofrimento. Considerando, porém, as necessidades extensas dos homens da Terra, compreende o caráter indispensável das provações e dos obstáculos.
A pedagogia moderna está repleta de esforços seletivos, de concursos de capacidade, de testes da inteligência.
O Evangelho oferece situações semelhantes.
O amigo do Cristo não deve ser uma criatura sombria, à espera de padecimentos; entretanto, conhecendo a sua posição de trabalho, num plano como a Terra, deve contar com dificuldades de toda sorte. Para os gozos falsificados do mundo, o Planeta está cheio de condutores enganados.
Como invocar o Salvador para a continuidade de fantasias? Quando chamados para o Cristo, é para que aprendamos a executar o trabalho em favor da esfera maior, sem olvidarmos que o serviço começa em nós mesmos.
Existem muitos homens de valor cultural que se constituíram em mentores dos que desejam mentirosos regalos no plano físico.
No Evangelho, porém, não acontece assim. Quando o Mestre convida alguém ao seu trabalho, não é para que chore em desalento ou repouse em satisfação ociosa.
Se o Senhor te chamou, não te esqueças de que já te considera digno de testemunhar.

MINHA REFLEXÃO
Testemunho, não de palavras, mas de ação. O Cristo, nosso Irmão, não nos iludiu em nenhum momento das provações e expiações que passaríamos na Terra. O Sermão do Monte (Mateus, 5: 1-12) é uma coleção de bem-aventuranças que sucede o abatimento do orgulho, da malícia, mágoas, intolerância, reparação do mal de passado delituoso e de afetação aos semelhantes.
Ele nos convidou ao trabalho na Sua seara, sem contudo, nos dispensar das provas da paciência, da resignação e da disposição para o trabalho, pois deveríamos ser merecedores do salário divino (Mateus, 20: 1- 14 e 1-16). Nos orientou a esquecer de nós mesmos, como assim o fazia dele. A descida Dele foi um grande exemplo de renúncia e obediência ao Pai que deseja que sejamos solidários aos mais pequenos que nós, como somos para Ele.
Que possamos testemunhar que somos seus seguidores de fato, desejosos de crescimento espiritual, trabalhando não só para nós, mas pensando naqueles que sofrem o abandono, precisam de nosso perdão, estão perdidos nas vãs ilusões que o mundo oferece e outros que tem sonhos a realizar, como nós mesmos, e que precisam de nossa paciente experiência de que já venceu parte de nossas conquistas a realizar.
Que Deus nos ajude.
Domício.

PODERES OCULTOS

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PODERES OCULTOS
E onde quer que ele entrava, fosse nas cidades, nas aldeias ou nos campos, depunham os enfermos nas praças e lhe rogavam que os deixasse tocar ao menos na orla de seu vestido; e todos os que nele tocavam, saravam.
MARCOS, 6: 56.
Não raro, surgem nas fileiras espiritualistas estudiosos afoitos a procurarem, de qualquer modo, a aquisição de poderes ocultos que lhes confira posição de evidência. Comumente, em tais circunstâncias, enchem-se das afirmativas de grande alcance.
O anseio de melhorar-se, o desejo de equilíbrio, a intenção de manter a paz, constituem belos propósitos; no entanto, é recomendável que o aprendiz não se entregue a preocupações de notoriedade, devendo palmilhar o terreno dessas cogitações com a cautela possível.
Ainda aqui, o Mestre Divino oferece a melhor exemplificação.
Ninguém reuniu sobre a Terra tão elevadas expressões de recursos desconhecidos quanto Jesus. Aos doentes, bastava tocar-lhe as vestiduras para que se curassem de enfermidades dolorosas; suas mãos devolviam o movimento aos paralíticos, a visão aos cegos. Entretanto, no dia do Calvário, vemos o Mestre ferido e ultrajado, sem recorrer aos poderes que lhe constituíam apanágio divino, em benefício da própria situação. Havendo cumprido a lei sublime do amor, no serviço do Pai, entregou-se à sua vontade, em se tratando dos interesses de si mesmo. A lição do Senhor é bastante significativa.
É compreensível que o discípulo estude e se enriqueça de energias espirituais, recordando-se, porém, de que, antes do nosso, permanece o bem dos outros e que esse bem, distribuído no caminho da vida, é a voz que falará por nós a Deus e aos homens, hoje ou amanhã.

MINHA REFLEXÃO
As aquisições realizadas por nós nunca devem servir de motivo para nos enaltecer, pois o nosso progresso é proporcional ao bem que expendemos aos outros por tudo que conseguimos conquistar com a ajuda de Deus e de todos aqueles que jornadeiam conosco, trocando experiências e nos ajudando a nos tornar melhor, seja espiritualmente ou profissionalmente.
Jesus Cristo, nunca usou seus poderes para se exibir. Por duas vezes foi tentado. Uma, foi aquela em que foi tentado pelo diabo[i], quando passou 40 dias no deserto, em jejum (Lucas, 4: 1-13). Outra, como lembra Emmanuel, quando estava no madeiro e provocaram. Vejamos como se deu, em Mateus (27: 39-44):

Os transeuntes o insultavam meneando suas cabeças e dizendo: ó tu que destróis o Santuário, edificando-o em três dias, salva a ti mesmo; se és o filho de Deus, desce da cruz!
De forma semelhante, os sumos sacerdotes com os escribas e anciãos, zombando, diziam: Salvou outros, a si mesmo não pode salvar. É Rei de Israel! Desça, agora, da cruz e creremos nele. Confiou em Deus; se [Deus] quiser, [que] o livre agora, pois disse: Sou filho de Deus. Do mesmo [modo], também os assaltantes que foram crucificados com ele, o injuriavam.
Então, devemos tomar como exemplo, nosso Senhor Jesus Cristo que tinha infinitos poderes, mas que só os usou para ajudar o próximo e nunca a Ele mesmo.
De certo que em nossa trajetória, por estarmos ainda em evolução, diferentemente do Cristo, que já era um Espírito Puro, devemos usar nossas aquisições para o nosso proveito, mas nunca esquecendo que somos frutos da relação com o semelhante, seja encarnado ou desencarnado. Daí pensaremos sempre na solidariedade quando nos sentirmos suficientemente poderosos para ajudar alguém.
Que Deus nos ajude.
Domício.


[i] Aquele de desune (inspirando ódio, inveja, orgulho); caluniador, maledicente. Vocábulo derivado do verbo “diaballo” (separar, desunir; atacar, acusar; caluniar; enganar), do qual deriva também o substantivo “diabole” (desavença, inimizade; aversão, repugnância; acusação; calúnia. (DIAS, Haroldo Dutra (Trad.). O novo testamento. 1 ed. Brasília: FEB, 2013).

COMUNICAÇÕES

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COMUNICAÇÕES
Amados, não creiais a todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus.
I JOÃO, 4: 1

Os novos discípulos do Evangelho, em seus agrupamentos de intercâmbio com o mundo espiritual, quase sempre manifestam ansiedade em estabelecer claras e perfeitas comunicações com o Além.
Se muitas vezes aparecem fracassos, nesse particular, se as experimentações são falhas de êxito, é que, na maioria dos casos, o indagador obedece muito mais ao egoísmo próprio que ao imperativo edificante.
O propósito de exclusividade, nesse sentido, abre larga porta ao engano. Através dela, malfeitores com instrumentos nocivos podem penetrar o templo, de vez que o aprendiz cerrou os olhos ao horizonte das verdades eternas.
Bela e humana a dilatação dos laços de amor que unem o homem encarnado aos familiares que o precederam na jornada de Além-Túmulo, mas é inaceitável que o estudante obrigue quem lhe serviu de pai ou de irmão a interferir nas situações particulares que lhe dizem respeito.
Haverá sempre quem dispense luz nas assembleias de homens sinceros, O programa de semelhante assistência, contudo, não pode ser substancialmente organizado pelas criaturas, muita vez inscientes das necessidades próprias. Em virtude disso, recomendou o apóstolo que o discípulo atente, não para quem fale, mas para a essência das palavras, a fim de certificar-se se o visitante vem de Deus.

MINHA REFLEXÃO
A mensagem de João, refletida por Emmanuel, me lembra quando meu pai e irmão desencarnaram e eu estava num período em que começava, avidamente, a ler as obras espíritas.
Pensei em participar de reunião mediúnica para falar pelo menos com um deles. Mas isso não se deu.
Muitos se afeiçoam a um espírito que se diz familiar, sem, contudo, refletir o conteúdo das mensagens ou orientações passada por ele.
Muitos querem resolver seus problemas com a ajuda, materializada pela psicofonia, de um ente querido que partiu antes, ou por um espírito que se comunica por um(a) médium que cobra por esses serviços.
Vejamos o que A. Kardec nos esclarece:

Os médiuns atuais - pois que também os apóstolos tinham mediunidade - igualmente receberam de Deus um dom gratuito: o de serem intérpretes dos Espíritos, para instrução dos homens, para lhes mostrar o caminho do bem e conduzi-los à fé, não para lhes vender palavras que não lhes pertencem, a eles médiuns, visto que não são fruto de suas concepções, nem de suas pesquisas, nem de seus trabalhos pessoais. Deus quer que a luz chegue a todos; não quer que o mais pobre fique dela privado (O Evangelho Seg. o Espiritismo, cap. XXVI, Item 7).
Sabemos que os Espíritos superiores, ou de boa vontade, não se comunicam para eximir seus queridos do esforço, fé e intelecto para resolver seus problemas. Então, é muito sensato não procurar médiuns profissionais. Em verdade, atualmente, é melhor que deixemos que nos procurem, seja através do atendimento a uma prece, nos intuindo uma boa ideia, seja participando de reuniões mediúnicas sérias. E em participando de reuniões sérias, as mensagens devem ser criteriosamente refletida a luz da Doutrina Espírita.
Que Deus nos ajude.
Domício