Mensagem de boas vindas


quarta-feira, 17 de julho de 2013

MENINOS ESPIRITUAIS


51
MENINOS ESPIRITUAIS
Porque qualquer que ainda se alimenta de leite não está experimentado na palavra da justiça, pois é menino.” — Paulo.

(HEBREUS, 5:13.)

Na apreciação dos companheiros de luta, que nos integram o quadro de trabalho diário, é útil não haja choques, quando, inesperadamente, surgirem falhas e fraquezas. Antes da emissão de qualquer juízo, é conveniente conhecer o quilate dos valores espirituais em exame.

Jamais prescindamos da compreensão ante os que se desviam do caminho reto. A estrada percorrida pelo homem experiente está cheia de crianças dessa natureza. Deus cerca os passos do sábio, com as expressões da ignorância, a fim de que a sombra receba luz e para que essa mesma luz seja glorificada. Nesse intercâmbio substancialmente divino, o ignorante aprende e o sábio cresce.

Os discípulos de boa-vontade necessitam da sincera atitude de observação e tolerância. É natural que se regozijem com o alimento rico e substancioso com que lhes é dado nutrir a alma; no entanto, não desprezem outros irmãos, cujo organismo espiritual ainda não tolera senão o leite simples dos primeiros conhecimentos.

Toda criança é frágil e ninguém deve condená-la por isso.

Se tua mente pode librar no vôo mais alto, não te esqueças dos que ficaram no ninho onde nasceste e onde estiveste longo tempo, completando a plumagem. Diante dos teus olhos deslumbrados, alonga-se o infinito. Eles estarão contigo, um dia, e, porque a união integral esteja tardando, não os abandones ao acaso, nem lhes recuses o leite que amam e de que ainda necessitam.

 

MINHA REFLEXÃO

Somos todos crianças, se entendermos que temos um longo caminho a percorrer até atingir a pureza espiritual. Portanto, se sabemos que existe toda uma escala hierárquica a percorrer, é de se esperar que não nos agastemos com as atitudes que nessa mensagem é considerada infantil. Devemos respeitar o estágio evolutivo, nosso, e do semelhante. Mas nem sempre respeitamos.

Em se tratando da liderança, considerando que já nos achamos em consciência maior do trabalho a fazer, os Espíritos nos recomendam agir com tolerância com a inexperiência dos coordenados, como está escrito a seguir, ao responder a A. Kardec sobre os indícios de elevação moral, na questão 918 do O Livro dos Espíritos:

Se sob a sua dependência a ordem social colocou outros homens, trata-os com bondade e complacência, porque são seus iguais perante Deus. Usa da sua autoridade para lhes levantar o moral e não para os esmagar com seu orgulho. É indulgente para com as fraquezas alheias, porque sabe que também precisa da indulgência dos outros e se lembra destas palavras do Cristo: Atire a primeira pedra aquele que estiver sem pecado.

Desse modo é que devemos cuidar de todos que estão aos cuidados, enquanto pais (agindo com mansidão, sem olvidar a energia e o exemplo), professores, superiores socialmente falando (no trabalho e/ou na lide religiosa (principalmente)).

Como é bom sermos compreendidos quando erramos... Que compreendamos aqueles que comentem um erro, mesmo que esse erro nos afetem no dia a dia. Que saibamos contornar a situação, dialogando e, a partir daí, agirmos com justiça, pensando no indivíduo e na coletividade.

Que Deus nos ajude.

Domício

quarta-feira, 10 de julho de 2013

CONTA DE SI

50
CONTA DE SI
 
“De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.”
Paulo. (ROMANOS, 14:12.) 

É razoável que o homem se consagre à solução de todos os problemas alusivos à esfera que o rodeia no mundo; entretanto, é necessário saiba a espécie de contas que prestará ao Supremo Senhor, ao termo das obrigações que lhe foram cometidas.

Inquieta-se a maioria das criaturas com o destino dos outros, descuidadas de si mesmas. Homens existem que se desesperam pela impossibilidade de operar a melhoria de companheiros ou de determinadas instituições.

Todavia, a quem pertencerão, de fato, os acervos patrimoniais do mundo? A resposta é clara, porque os senhores mais poderosos desprender-se-ão da economia planetária, entregando-a a novos operários de Deus para o serviço da evolução infinita.

O argumento, contudo, suscitará certas perguntas dos cérebros menos avisados. Se a conta reclamada refere-se ao círculo pessoal, que tem o homem a ver pelas contas de sua família, de sua casa, de sua oficina? Cumpre-nos, então, esclarecer que os companheiros da intimidade doméstica, a posse do lar, as finalidades do agrupamento em que se trabalha, pertencem ao Supremo Senhor, mas o homem, na conta que lhe é própria, é obrigado a revelar sua linha de conduta para com a família, com a casa em que se asila, com a fonte de suas atividades comuns. Naturalmente, ninguém responderá pelos outros; todavia, cada espírito, em relacionando o esforço que lhe compete, será compelido a esclarecer a sua qualidade de ação nos menores departamentos da realização terrestre, onde foi chamado a viver.

MINHA REFLEXÃO

Somos todos imperfeitos. Contudo, inadvertidamente, somos muito julgadores das imperfeições alheias, e muitas vezes com muita severidade. A indulgência nos falta e acabamos até magoando o outro quando deveríamos ser indulgentes com ele.

Cada um deve dar conta de si, como temos no caput da mensagem de Emmanuel, pois viemos para o mundo corpóreo para nos educar. De certo que contamos para isso com os nossos pais, familiares mais próximos, professores e amigos, e até inimigos (nossos melhores educadores).

Temos responsabilidades para com muitos, no sentido de lhes ajudar em sua evolução. Todavia, a responsabilidade maior que temos, é conosco mesmos. Não devemos nos colocar como responsáveis pela evolução alheia, mesmos dos próprios filhos, pois eles também terão que dar conta de si, por serem independentes e terem, tanto quanto nós, o livre-arbítrio.

Na conta de amar os nossos entes mais queridos, de cuidar deles, caímos na contradição de fazer a eles o que não gostaríamos de lhes fazer. Entretanto, A. Kardec é claro quando nos esclarece que

Amar o próximo como a si mesmo: fazer pelos outros o que quereríamos que os outros fizessem por nós", é a expressão mais completa da caridade, porque resume todos os deveres do homem para com o próximo. Não podemos encontrar guia mais seguro, a tal respeito, que tomar para padrão, do que devemos fazer aos outros, aquilo que para nós desejamos. Com que direito exigiríamos dos nossos semelhantes melhor proceder, mais indulgência, mais benevolência e devotamento para conosco, do que os temos para com eles? (A. Kardec in: O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. XI – Item 4).

Assim, cada um segundo suas obras. E ninguém está sozinho. Na jornada espiritual ninguém é abandonado a própria sorte. Mas, "nem todos os que me dizem: Senhor! Senhor! entrarão no reino dos céus, mas somente aqueles que fazem a vontade de meu Pai que está nos céus." (Mateus, 7:21)

Então, que possamos fazer a vontade do nosso Pai e lembremos, sempre, antes que queiramos dar conta dos outros, de cuidar de nossa conta que é, por sinal, muito devedora.

Que Deus nos ajude!

Domicio

quinta-feira, 4 de julho de 2013

SABER E FAZER

49
SABER E FAZER
Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as fizerdes. Jesus. (JOÃO, 13:17.)

Entre saber e fazer existe singular diferença. Quase todos sabem, poucos fazem. Todas as seitas religiosas, de modo geral, somente ensinam o que constitui o bem. Todas possuem serventuários, crentes e propagandistas, mas os apóstolos de cada uma escasseiam cada vez mais.

Há sempre vozes habilitadas a indicar os caminhos. É a palavra dos que sabem.

Raras criaturas penetram valorosamente a vereda, muita vez em silêncio, abandonadas e incompreendidas. É o esforço supremo dos que fazem. Jesus compreendeu a indecisão dos filhos da Terra e, transmitindo-lhes a palavra da verdade e da vida, fez a exemplificação máxima, através de sacrifícios culminantes.

A existência de uma teoria elevada envolve a necessidade de experiência e trabalho. Se a ação edificante fosse desnecessária, a mais humilde tese do bem deixaria de existir por inútil.

João assinalou a lição do Mestre com sabedoria. Demonstra o versículo que somente os que concretizam os ensinamentos do Senhor podem ser bem-aventurados.

Aí reside, no campo do serviço cristão, a diferença entre a cultura e a prática, entre saber e fazer.
 
MINHA REFLEXÃO

De fato, sabemos de muita coisa que foram sendo assimiladas pelo nosso cognitivo ao longo dos milênios que já vivemos. Jesus Cristo passou pela Terra nos dando o exemplo da verdadeira caridade, do verdadeiro amor, na verdade o único amor preconizado pela "benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas." (O Livro dos Espíritos – Questão 886).

Saber é fácil e todos têm acesso ao conhecimento. Transformar isso em vivência, só vivendo, respeitando as limitações e o estágio evolutivo de cada um. O Espiritismo não cobra transformação imediata de ninguém, todavia espera que todos os seus adeptos trabalhem sua reforma íntima. O lema geral da Doutrina Espírita é "Fora da Caridade não há Salvação" (O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. XV – item 8). Isso no tocante a relação da Criatura com o Criador.

Tratando-se da relação da criatura consigo mesma, a Doutrina Espírita preconiza que: "reconhece-se o verdadeiro espírita por sua transformação moral e pelos esforços que faz para dominar suas más tendências." (O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. XVII – item 4 – Sede Perfeitos).

Então, que continuemos a estudar, para saber, mas, que, sobretudo, nos movimentemos no sentido fazer, de nos tornar cada vez melhor que nós mesmos, aprendendo a compreender respeitar a imperfeição do próximo, assim como precisamos que ele compreenda e respeite a nossa.

Que Deus nos ajude.

Domício

domingo, 7 de abril de 2013

GUARDAI-VOS


48
GUARDAI-VOS
 Estes, porém, dizem mal do que ignoram; e, naquilo que naturalmente conhecem, como animais irracionais se corrompem.” — (JUDAS, 10.)
Em todos os lugares, encontramos pessoas sempre dispostas ao comentário desairoso e ingrato relativamente ao que não sabem. Almas levianas e inconstantes, não dominam os movimentos da vida, permanecendo subjugadas pela própria inconsciência.
E são essas justamente aquelas que, em suas manifestações instintivas, se portam, no que sabem, como irracionais. Sua ação particular costuma corromper os assuntos mais sagrados, insultar as intenções mais generosas e ridiculizar os feitos mais nobres.
Guardai-vos das atitudes dos murmuradores irresponsáveis.
Concedeu-nos o Cristo a luz do Evangelho, para que nossa análise não esteja fria e obscura.
O conhecimento com Jesus é a claridade transformadora da vida, conferindo-nos o dom de entender a mensagem viva de cada ser e a significação de cada coisa, no caminho infinito.
Somente os que ajuízam, acerca da ignorância própria, respeitando o domínio das circunstâncias que desconhecem, são capazes de produzir frutos de perfeição com as dádivas de Deus que já possuem.

MINHA REFLEXÃO
Essa mensagem é um convite à humildade que devemos ter diante do processo evolutivo de cada um ou das circunstancias que se nos apresentam de pronto, inesperadamente, ou mesmo de modo permanente.
Emmanuel nos chama a atenção sobre sermos coerentes com o que já sabemos, pois é no que mais pecamos. Que não nos portemos de modo a murmurar sem consciência exata do que estamos a murmurar.
Quantas vezes falamos sobre o que desconhecemos, no manifestando nos “achismos” como se nossa opinião fosse realmente contribuir com a causa analisada. Por outro lado, estamos em evolução e de fato ainda cometemos atos que sabemos ser reprováveis, pois o nosso automatismo espiritual ainda não superou. Ou seja, ainda não superamos as nossas fraquezas que sabemos existir. É certo que cada um precisa dar o salto e o fará no seu momento. É nosso dever, compreender a morosidade do outro quanto a isso, como somos compreensíveis quanto a nossa.
Que sabendo de nossa ignorância, saibamos contribuir com o Cristo com o que já assimilamos de seus ensinamentos.
Que Deus nos ajude.
Domício.