Mensagem de boas vindas


quinta-feira, 4 de julho de 2013

SABER E FAZER

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SABER E FAZER
Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as fizerdes. Jesus. (JOÃO, 13:17.)

Entre saber e fazer existe singular diferença. Quase todos sabem, poucos fazem. Todas as seitas religiosas, de modo geral, somente ensinam o que constitui o bem. Todas possuem serventuários, crentes e propagandistas, mas os apóstolos de cada uma escasseiam cada vez mais.

Há sempre vozes habilitadas a indicar os caminhos. É a palavra dos que sabem.

Raras criaturas penetram valorosamente a vereda, muita vez em silêncio, abandonadas e incompreendidas. É o esforço supremo dos que fazem. Jesus compreendeu a indecisão dos filhos da Terra e, transmitindo-lhes a palavra da verdade e da vida, fez a exemplificação máxima, através de sacrifícios culminantes.

A existência de uma teoria elevada envolve a necessidade de experiência e trabalho. Se a ação edificante fosse desnecessária, a mais humilde tese do bem deixaria de existir por inútil.

João assinalou a lição do Mestre com sabedoria. Demonstra o versículo que somente os que concretizam os ensinamentos do Senhor podem ser bem-aventurados.

Aí reside, no campo do serviço cristão, a diferença entre a cultura e a prática, entre saber e fazer.
 
MINHA REFLEXÃO

De fato, sabemos de muita coisa que foram sendo assimiladas pelo nosso cognitivo ao longo dos milênios que já vivemos. Jesus Cristo passou pela Terra nos dando o exemplo da verdadeira caridade, do verdadeiro amor, na verdade o único amor preconizado pela "benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas." (O Livro dos Espíritos – Questão 886).

Saber é fácil e todos têm acesso ao conhecimento. Transformar isso em vivência, só vivendo, respeitando as limitações e o estágio evolutivo de cada um. O Espiritismo não cobra transformação imediata de ninguém, todavia espera que todos os seus adeptos trabalhem sua reforma íntima. O lema geral da Doutrina Espírita é "Fora da Caridade não há Salvação" (O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. XV – item 8). Isso no tocante a relação da Criatura com o Criador.

Tratando-se da relação da criatura consigo mesma, a Doutrina Espírita preconiza que: "reconhece-se o verdadeiro espírita por sua transformação moral e pelos esforços que faz para dominar suas más tendências." (O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. XVII – item 4 – Sede Perfeitos).

Então, que continuemos a estudar, para saber, mas, que, sobretudo, nos movimentemos no sentido fazer, de nos tornar cada vez melhor que nós mesmos, aprendendo a compreender respeitar a imperfeição do próximo, assim como precisamos que ele compreenda e respeite a nossa.

Que Deus nos ajude.

Domício

domingo, 7 de abril de 2013

GUARDAI-VOS


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GUARDAI-VOS
 Estes, porém, dizem mal do que ignoram; e, naquilo que naturalmente conhecem, como animais irracionais se corrompem.” — (JUDAS, 10.)
Em todos os lugares, encontramos pessoas sempre dispostas ao comentário desairoso e ingrato relativamente ao que não sabem. Almas levianas e inconstantes, não dominam os movimentos da vida, permanecendo subjugadas pela própria inconsciência.
E são essas justamente aquelas que, em suas manifestações instintivas, se portam, no que sabem, como irracionais. Sua ação particular costuma corromper os assuntos mais sagrados, insultar as intenções mais generosas e ridiculizar os feitos mais nobres.
Guardai-vos das atitudes dos murmuradores irresponsáveis.
Concedeu-nos o Cristo a luz do Evangelho, para que nossa análise não esteja fria e obscura.
O conhecimento com Jesus é a claridade transformadora da vida, conferindo-nos o dom de entender a mensagem viva de cada ser e a significação de cada coisa, no caminho infinito.
Somente os que ajuízam, acerca da ignorância própria, respeitando o domínio das circunstâncias que desconhecem, são capazes de produzir frutos de perfeição com as dádivas de Deus que já possuem.

MINHA REFLEXÃO
Essa mensagem é um convite à humildade que devemos ter diante do processo evolutivo de cada um ou das circunstancias que se nos apresentam de pronto, inesperadamente, ou mesmo de modo permanente.
Emmanuel nos chama a atenção sobre sermos coerentes com o que já sabemos, pois é no que mais pecamos. Que não nos portemos de modo a murmurar sem consciência exata do que estamos a murmurar.
Quantas vezes falamos sobre o que desconhecemos, no manifestando nos “achismos” como se nossa opinião fosse realmente contribuir com a causa analisada. Por outro lado, estamos em evolução e de fato ainda cometemos atos que sabemos ser reprováveis, pois o nosso automatismo espiritual ainda não superou. Ou seja, ainda não superamos as nossas fraquezas que sabemos existir. É certo que cada um precisa dar o salto e o fará no seu momento. É nosso dever, compreender a morosidade do outro quanto a isso, como somos compreensíveis quanto a nossa.
Que sabendo de nossa ignorância, saibamos contribuir com o Cristo com o que já assimilamos de seus ensinamentos.
Que Deus nos ajude.
Domício.

domingo, 31 de março de 2013

A GRANDE PERGUNTA


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A GRANDE PERGUNTA
E por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo? Jesus.
LUCAS, 6: 46.

Em lamentável indiferença, muitas pessoas esperam pela morte do corpo, a fim de ouvirem as sublimes palavras do Cristo.
Não se compreende, porém, o motivo de semelhante propósito. O Mestre permanece vivo em seu Evangelho de Amor e Luz.
É desnecessário aguardar ocasiões solenes para que lhe ouçamos os ensinamentos sublimes e claros.
Muitos aprendizes aproximam-se do trabalho santo, mas desejam revelações diretas. Teriam mais fé, asseguram displicentes, se ouvissem o Senhor, de modo pessoal, em suas manifestações divinas. Acreditam-se merecedores de dádivas celestes e acabam considerando que o serviço do Evangelho é grande em demasia para o esforço humano e põem-se à espera de milagres imprevistos, sem perceberem que a preguiça sutilmente se lhes mistura à vaidade, anulando-lhes as forças.
Tais companheiros não sabem ouvir o Mestre Divino em seu verbo imortal.
Ignoram que o serviço deles é aquele a que foram chamados, por mais humildes lhes pareçam as atividades a que se ajustam.
Na qualidade de político ou de varredor, num palácio ou numa choupana, o homem da Terra pode fazer o que lhe ensinou Jesus.
É por isso que a oportuna pergunta do Senhor deveria gravar-se de maneira indelével em todos os templos, para que os discípulos, em lhe pronunciando o nome, nunca se esqueçam de atender, sinceramente, às recomendações do seu verbo sublime.

MINHA REFLEXÃO
Estamos passando pelo período da Páscoa, comemorado por diversos grupos de cristãos. É um momento em que se lembra do sacrifício do Cristo por todos nós. As reverências são feitas, como no Natal, e assim se fecha o ciclo de nascimento e morte do Senhor.
Emmanuel nos chama a atenção sobre nossa preguiça em testemunhar a nossa adoração ao Mestre, seja em qualquer nível social, de gênero ou religioso. Segundo ele, não precisamos esperar uma grande provação, dor ou o próprio desencarne para sermos verdadeiramente cristãos. As iniciativas cristãs devem ser tomadas no dia a dia como preparo para os momentos difíceis, pois decerto virão, pois nos encontramos em um planeta de provas ou expiações (O Evangelho Seg. o Espiritismo, cap. III)
Nossa responsabilidade aumenta quando pregamos seus ensinamentos, pois assim declaramos conhecer o seu Verbo-Exemplo. Não podemos nos comportar como os hipócritas que tanto o Mestre falou (S. Mateus, 7: 21 – 23; S. Lucas, 12, 47 – 48; O Evangelho Seg. o Espiritismo, cap. 18).
Que Deus nos ajude.
Domício

QUEM ÉS?


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QUEM ÉS?
Há só um Legislador e um Juiz que pode salvar e destruir. Tu, porém, quem és, que julgas a outrem? TIAGO, 4: 12
  
Deveria existir, por parte do homem, grande cautela em emitir opiniões relativamente à incorreção alheia.
Um parecer inconsciente ou leviano pode gerar desastres muito maiores que o erro dos outros, convertido em objeto de exame.
Naturalmente existem determinadas responsabilidades que exigem observações acuradas e pacientes daqueles a quem foram conferidas. Um administrador necessita analisar os elementos de composição humana que lhe integram a máquina de serviços. Um magistrado, pago pelas economias do povo, é obrigado a examinar os problemas da paz ou da saúde sociais, deliberando com serenidade e justiça na defesa do bem coletivo. Entretanto, importa compreender que homens, como esses, entendendo a extensão e a delicadeza dos seus encargos espirituais, muito sofrem, quando compelidos ao serviço de regeneração das peças vivas, desviadas ou enfermiças, encaminhadas à sua responsabilidade.
Na estrada comum, no entanto, verifica-se grande excesso de pessoas viciadas na precipitação e na leviandade.
Cremos seja útil a cada discípulo, quando assediado pelas considerações insensatas, lembrar o papel exato que está representando no campo da vida presente, interrogando a si próprio, antes de responder às indagações tentadoras: “Será este assunto de meu interesse? Quem sou? Estarei, de fato, em condições de julgar alguém?”

MINHA REFLEXÃO
Somos muitas vezes insensatos ao falar, e até mesmo em pensar mal de alguém. Somos uma história viva de insensatez e queda às tentações que a vida material nos oferece ou nos ofereceu ao longo de nossa vida espiritual.
É verdade que muitas coisas em outros nos incomodam. Todavia, quanto de nossas coisas incomoda os outros? Não sabemos ver a trave que se encontra em nossos olhos, quando nos comprazemos em ver o argueiro nos olhos dos outros (S. Mateus, 7: 3 – 5.).
Essa mensagem nos convida à prática da indulgência. José, Espírito Protetor, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. X (Bem-aventurados os Misericordiosos) nos assevera que:

A indulgência jamais se ocupa com os maus atos de outrem, a menos que seja para prestar um serviço; mas, mesmo neste caso, tem o cuidado de os atenuar tanto quanto possível. Não faz observações chocantes, não tem nos lábios censuras; apenas conselhos e, as mais das vezes, velados. Quando criticais, que consequência se há de tirar das vossas palavras? A de que não tereis feito o que reprovais, visto que estais a censurar; que valeis mais do que o culpado. Ó, homens! Quando será que julgareis os vossos próprios corações, os vossos próprios pensamentos, os vossos próprios atos, sem vos ocupardes com o que fazem vossos irmãos? Quando só tereis olhares severos sobre vós mesmos?
Sim, temos que pensar que se aquilo que criticamos em alguém não praticamos hoje, decerto praticamos em vidas passadas ou mesmo nessa vida. Também, devemos pensar que, se não fazemos aquilo que reprovamos em outrem, ainda praticamos outras ações que também são reprováveis, segundo as Leis de Deus.
Estamos todos num planeta de provas e expiações, que nos categoriza como Espíritos imperfeitos, e assim como nós nos encontramos um pouco melhor que ontem, nossos “réus” também melhorarão.
Quando formos chamados a repreender alguém que sigamos o Espírito São Luís quando respondeu a A. Kardec que lhe perguntou:

Ninguém sendo perfeito, seguir-se-á que ninguém tem o direito de repreender o seu próximo?
Resp. Certamente que não é essa a conclusão a tirar-se, porquanto cada um de vós deve trabalhar pelo progresso de todos e, sobretudo, daqueles cuja tutela vos foi confiada. Mas, por isso mesmo, deveis fazê-lo com moderação, para um fim útil, e não, como as mais das vezes, pelo prazer de denegrir. Neste último caso, a repreensão é uma maldade; no primeiro, é um dever que a caridade manda seja cumprido com todo o cuidado possível. Ao demais, a censura que alguém faça a outrem deve ao mesmo tempo dirigi-la a si próprio, procurando saber se não a terá merecido. - S. Luís. (Paris, 1860.)

Que Deus nos ajude a sermos indulgentes para com o nosso semelhante e procuremos nos esforçar em melhorar o “homem velho” que ainda habita em nós.
Domício